Mais um homem sério: o décimo segundo presidente da República, o senhor Artur Bernardes. Nem dá prá colocá-lo na Série Grandes Cabeças Degoladoras. Ele não degolava, ele mandava bombas prá fazer o serviço sujo.
Carola até a medula. Ele até se parece fisicamente com o papa nazista, o Pio XII.
O que não o impediu de atacar covardemente a cidade de São Paulo em 1924, quando da Revolução de 1924, outro momento criminosamente esquecido da nossa história.
Chamo seu ataque de covarde porque, a despeito de qualquer posicionamento político que se escolha para analisar os fatos, a estratégia do Sr. Artur Bernardes era o que poderia se chamar de estratégia do terror: ele não atacou as posições dos rebelados, mas sim a população, que nem sabia o que estava acontecendo (não se deve esquecer nunca que o fosso entre o populacho e a elite é intransponível e nem um nem outro falam a mesma língua, e tal fosso existe até hoje e provavelmente continuará a existir por um bom par de séculos), exatamente para causar TERROR. O Sr. Artur Bernardes poderia muito bem ser chamado de TERRORISTA. Um presidente terrorista.
Resumindo o acontecido de maneira bem simples: o presidente da República ordena que se ataque a própria população da República que preside.
É ou não é um digno e típico representante da nossa elite?
Com antecedentes desse quilate fica fácil entender casos como o do Sr. Palocci, o ministro de dois CPFs. Ora, o que tem demais destruir a vida de um Francenildo qualquer? Ele é um nada, e o Sr. Palocci é, nas palavras do Nosso Guia, o Pelé da economia. Nobel prá ele já!
Falando sério, é deprimente e desolador saber que, em pleno século XXI, um cidadão qualquer, desses que não possuem amigos influentes, possa ser massacrado pelo Estado, e no final das contas, fica tudo por isso mesmo, já que Francenildo é um caseiro e o Sr. Palocci é ministro, daqueles que zelam pelo patrimônio e pelos ganhos do andar de cima, que o apreciam muitíssimo. Daí que dele, tudo se perdoa. Afinal, a economia não pode parar. O Francenildo, e os que pedem explicações para os ganhos absurdos do Sr. Palocci que se danem.
Saudemos, portanto, os inigualáveis gênios da raça nascidos na Terra Papagalis, como faziam os sicofantas da época do Sr. Bernardes. Louvemos esses gigantes impolutos da nossa República que tanto contribuíram para que o Brasil se tornasse essa nação justa, fraterna e igualitária que hoje conhecemos.
Viva o Sr. Artur Bernardes!
Viva o Sr. José Sarney!
Viva o Sr. Fernando Henrique Cardoso!
Viva o Sr. Luis Inácio Lula da Silva!
Viva Dilma Roussef!
Viva a República da Luz Vermelha!
Esse é o melhor dos mundos, essa é a melhor das Repúblicas.
Creia nisso e você será um indivíduo feliz.
Pateta, mas feliz.

















